October 5, 2009 by Marcelo Coutinho
Saberei sou inocente
Não conheço muita gente
Ó princesa não me tente
Eu continuo inocente
Já andei por muitas bandas
Comi muita poeira de chão
Continuo sem descanso
Aliado à solidão
Deixei pra trás a família
Na esperança de encontrar
Cada passo, cada milha
Nunca canso de andar
De porto em porto
De porteira em porteira
Comendo areia sem gosto
Tomando banho em ribeira
Paradeiro é a esperança
De minha vida mudar
Minha pessoa entra na dança
Pro meu destino virar.
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August 11, 2009 by Dzarivos Kostadinis
Coloca o copo sobre a mesa como quem faz pose para um filme noir.
Em preto e branco segue a cena, vira o rosto, fita o céu.
Levanta-se, despede-se e graciosamente pôe-se a caminhar.
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Sem olhar pra trás, logo percebe o sucesso que ali fez.
Penso, repenso, confabulo a meu favor. Não me levanto.
Deixo nas mãos do destino, nossa primeira vez.
.
Hoje não esqueço tal cena a qual presenciei.
Quero ver este filme novamente, quero aplaudir a atriz.
Quero ser feliz, quero sentir-me como um rei.
.
O tal destino, ó que demora, que sofrimento!
Que não me vem, que não te encontro. Como te quero!
Mas o desejo, não é ordem. É desalento.
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Foi duro não beijar-te os lábios
Foi duro saber que acabou.
Foi duro ficar ao seu lado, sabendo
Que a sorte não nos abraçou.
.
Foi duro sair da sua vida.
Mais duro, foi não ter entrado.
Foi duro saber que um passado.
Querida! Esse nunca existiu.
.
Foi duro te dar as costas.
Foi duro não te ver chorar.
Foi certo não ter arriscado?
De algum dia, não te magoar.
.
Foi duro durar muito pouco!
Foi duro tentar ser feliz.
Foi duro, saber que ao seu lado.
Fiquei. Mais que isso, não fiz.
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A fina flor na madrugada cai,
O dia.
O orvalho escorre pelos lábios
da rosa.
Inspirado, acordo e canto
em verso e prosa:
És minha inspiração à poesia.
Completa hoje um ciclo,
mais um de tua vida.
Renovam-se a Paz, a harmonia,
a saúde e a tua doçura.
E nasce em ti um algo mais,
que só você pode sentir.
Vêm a família, os amigos, venho eu
desejando que alcance tudo
o que o seu coração pedir.
Tantos ciclos marcaste na mente,
como com giz.
Espero poder ser aquele, que em todas as datas
Venha te fazer muito feliz.
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O amor bateu em minha porta.
Me sorriu. Pediu licença e eu neguei.
Temeroso de cair novamente.
Lembro-me até hoje de quando me abandonou.
Olhos em lágrimas – de ambos – me fizeram acreditar,
que eu signifiquei demais pra você.
Porém não há modo de saber porquê.
O amor então indignado, deu meia-volta.
Ficou tão bravo, desceu pelas escadas.
Nem olhou para trás.
Nem olhou.
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Já quis correr.
Já quis ficar.
Paredes, muros, torres, um castelo derrubar!
.
Já quis você.
E quis pra já.
O azul do céu, calor do sol, vento a lhe tocar.
.
Já quis perder.
Reconquistar.
O chôro, o sorriso, a lágrima verdadeira do perdoar.
.
Já quis dormir.
Para sonhar.
E toda essa poesia, realizar.
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Saudade.
Ah! Saudade.
Saudade do tempo em que você era tudo.
Saudade de minha adolescência apaixonada.
Saudade daquele olhar penetrante
Daquele seu corpo ardente
Daquele teu sorriso inteligente.
Daquele seu rosto perfeito.
Saudade daquela sua alma alegre e descontraída
Saudade da tua vontade de viver teu grande sonho.
Saudade do que significou pra mim.
Ah! Saudade.
Quanta saudade.
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Não pedi permissão pra ninguém.
Que te escrevesse hoje, ontem, agora!
Mas é melhor que te escreva, justo antes
Que cansado, o poeta vá embora.
.
Não sou aquele que apela para flores.
Não descrevo e elogio, nem perfumo com jasmin.
Te peço: guarde sempre minha amiga
A minha imagem. Não se esqueça de mim.
.
Penso agora, não quero aparar arestas
Ante o claro apago a luz, fico no escuro
Arrepender-me-ei! De não abrir nenhuma fresta
Ignorando totalmente meu futuro.
.
Aconselho, nunca esqueça a alegria
Sorria sempre, esqueça o pranto
Pois o brilho que conheço dos teus olhos
Não se apagará, com meu completo desencanto.
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Quem és?
Aos teus pés, porque quer? Ou que não vi.
Não demonstrou, não preocupou, nem procurou. E assim eu fui.
E descobri. Aquilo que,
Já não era mais meu. Nem seu. Só estava lá, porque alguém esqueceu.
E ninguém plantou, ninguém colheu. Ninguém se importou.
Isso, porque alguém esqueceu.
Amou?
Perguntei ao coração, ele me respondeu.
Ainda sou teu.
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Beleza.
Infinita infância.
Mistura de adolescência precoce.
Amendôam-se os olhos que me vêem.
Olhos! Ah! Olhos…
E que olhos!
Olhar de adolescente pedindo: quero mais!
Ah! Se quero.
Boca.
Algo tão pequeno e por demais significativo.
Um beijo roubado.
Dois!
Três!
Um olhar, uma boca, uma noite.
E que noite!
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