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Archive for the ‘Poemas’ Category

Nos teus olhos, a resposta.

Busca nos teus olhos,
a lembrança de meu olhar apaixonado.
Talvez você entenda,
Vez por todas, o que deu errado.

Calça o meu sapato
Sente a maciez do couro
Aperta-lhe talvez o calo
Dura realidade, nenhum mau agouro.

À espera da áspera realidade
através de tuas palavras
Suplico aos céus para evitar
Mas é pior te ver calada.

O tempo passa e não traz razão alguma
Não cura, não afaga, não suaviza
Só faz aumentar a minha saudade
Meu coração sabe bem do que precisa.

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Revés

Após um revés
O homem perde sua vaidade
Vive um momento de loucura
Se enraivece com a saudade
Enorme semeadura
Obstáculo do que é verdade

Esquece a alegria que é viver
De admirar um belo dia
E torna a esquecer,
de compartilhar alegria
De admirar um entardecer
De absorver sabedoria

Após tamanha negação
Tomado por enorme susto
Que sobresalta-lhe o coração
Acha que o mundo é injusto
Acha que é pessoal
Que só com ele acontece
Que só pra ele é o mal

Difícil de abrir os olhos
De ver que todo mundo é igual

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Somente um pulo

aconteceu em uma sexta-feira.
.
um simples convite, sem qualquer obrigação.
happy-hour, drinks, tudo e um pouco mais acontecendo.
.
o cheiro do cigarro ainda persistia no lugar, nada era proibido.
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o gosto da cerveja amarga tirava o stress da semana e fazia lembrar o gosto do distante e trazia uma certa saudade.
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a decoração trazia aquela aura britânica, faltava apenas falar com o sotaque carregado.
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de certo que aquelas paredes não falavam. E também não se impressionavam com o que se via todas as noites ali.
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de um momento a outro, foi um singelo pulo.
.
uma ventania terrível, uma tempestade avassaladora entrara pela porta central e em poucos segundos o que era pra ser algo sem obrigação, tornou-se um evento.
.
evento do qual me tornei refém. não pelo sorriso que recebi, tampouco pelo cheiro que pude sentir ao receber aquele abraço descompromissado.
.
tornei-me refém daqueles olhos. E aquele sorriso parece ser parte de uma convenção de outros eventos, que me prendem num cativeiro do qual não quero sair. 
.
O problema maior não é a prisão. É não querer sair dela.

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Certeza

Não sei quem você é, nem sei o que você quer.
Sei que despertaste algo em mim, uma sensação
que eu já havia visitado outrora.
Sei que teu olhar brilhou dentro do meu olhar
E sei que por um momento teu coração repousou
em um lugar morno, fresco e agradável.
Sei também que você queria muito ficar
Mas o motivo que te fez correr dali, 
Eu nunca saberei. 
Meu reinado foi muito curto,
e o prazer não foi o desejado
Meu coração tornou-se sizudo
E não quer ficar mais ao teu lado.
Mas o pensamento não larga a sua imagem
Vindo, indo, chorando, brigando, sorrindo
E se por poema, puder passar uma mensagem
Queria ouvir-te de novo, chamar-me “meu lindo”
Com aquele sorriso que tanto marcou
Com aquele brilho no olhar, que aqui mencionei
Ter certeza se aquilo que disse, significou.
A certeza que tenho daqui, é que sempre te amei.

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A Paz que eu não quero

Quis falar de amor com ela mais de uma vez durante a noite.
Só o que ouviu foi um sonoro “Não, me deixa em paz!”
Dormiu contrariado e nada falou no dia seguinte.
Procurou não tecer qualquer comentário ao acordar.
Já era um mimo tremendo ter com ela alguns momentos como este.
Não queria arriscar a transa, a amizade, poder contar com as verdades que ela falava
E que o entorpeciam.
Mas no café percebeu que apesar dos sorrisos educados e dos papos casuais nada originais,
faltava alguma coisa.
Não saberia dizer ao certo, e nem acreditava que estaria dizendo para ela.
Mas queria contudo saber o significado do “me deixa em paz!”.
Engoliu o orgulho, despediu-se e foi para o trabalho.
Ao tomar o metrô não conseguiu sentar-se. Mas percebeu um rosto conhecido.
Sim, já era pela quinta ou sexta vez que aquela garota se encontrava no mesmo vagão.
Desta vez, apostou todas as suas fichas em um sorriso de canto de boca.
Sem esperar, foi retribuído.
Contando com uma sorte que nunca foi peculiar, aproximou-se. Ela corou.
Conseguiu trocar algumas palavras e assim descobriu uma compania para o almoço daquele dia.
Durante o almoço o telefone tocou. Sequer fez menção de atender. Descobriu que o ingrediente procurado no café da manhã era o que ele acabara de encontrar.
Descobriu também que poderia oferecer a paz a quem lhe pedira durante a noite.

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Dirty Poem

What the fuck?

What whas that?

That took me out here

That brought me there!

 

Fuck!

And I repeat!

Bitch is beauty!

Love in a bit

 

Can forget her

Give me some time!

Can’t forget her

Don’t know tha’fuck why!

 

Sex is best!

Would I know!

Can’t possess

I’ll let her go

 

No can do

Bring her back

Feeling Blue

Feeling Sacked

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O Bosque ao Luar

Sob o forte luar, segue o cavaleiro em largos passos.
Não há brumas nesta noite. 
A pressa é inimiga das certezas que o coração lhe trouxe por toda a vida.
A razão chama-lhe à uma particular manifestação de desatino.
O coração bate cada vez mais forte.
Misturado com o exercício que a cavalgada lhe proporciona.
O suor escorre por entre as vestimentas confundindo-se com um crescente nervosismo.
O caminho, é cada vez mais longo.
E estreito.
A vida noturna dos bosques lhe é inerente aos sentidos.
Escutando tudo e absorvendo o odor de plantas e flores já orvalhadas.
Mas a razão lhe grita e lhe concentra novamente.
E o coração põe-lhe mais dúvidas na cabeça.
O desatino vira opção a cada minuto que demora-se a chegar.
Sabe o motivo da viagem, da pressa, das preocupações.
Talvez não queira chegar, talvez a viagem já tenha sido suficiente,
para trazer-lhe a decisão final a ser tomada.
Mas o caminho é tão longo, que a razão toma a dianteira e o salva de um verdadeiro incêndio.
Ele chega.
E suas incertezas são dissipadas ao sabor da noite.
E suas certezas continuam intactas como de antes.
E sua razão vai repousar tranquila.
E seu coração, vai descansar para se preocupar um outro dia.

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